SÃO PAULO - Dois adolescentes e um casal, entre eles a mulher
acusada de ser mandante do crime, foram presos, na noite de
quinta-feira, 26, na zona leste da capital paulista, menos de 24 horas
depois do assassinato da soldado PM Lígia Maria Mendes Machado dos
Santos, de 36 anos, lotada no Itaim Paulista, extremo leste de São
Paulo, e do pai dela, José, de 67 anos, ambos encontrados mortos
próximo à casa do sexagenário, na manhã de quinta-feira, 26.
A primeira hipótese das investigações apontava para um latrocínio,
roubo seguido de morte, mas o caso teve uma reviravolta após uma
informação que chegou ao disque-denúncia. O quarteto foi detido na zona
leste de São Paulo. A mandante do crime foi identificada como
Alessandra, ex-mulher do sargento Moreira, lotado no 29º Batalhão, com
quem Lígia mantinha um relacionamento amoroso. Ela confessou que
contratou os três jovens para matar Lígia e o ex-marido, o sargento
Moreira, que não foi assassinado pois não estava na casa do futuro
sogro quando o trio invadiu o imóvel.
Os bandidos, todos encapuzados, depois de revirarem a residência e
não localizar dinheiro, decidiram fugir e levar com eles a policial
militar e o pai dela, que tentou defender a filha. Lígia Maria morava
em Ermelino Matarazzo, também na zona leste, e foi encontrada com as
mãos amarradas e a cabeça coberta com um pano. Ao lado dos corpos a
polícia encontrou várias cápsulas de munição para pistola. O pai de
Lígia foi morto com apenas um tiro
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