sábado, 28 de janeiro de 2012

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 Peruana é identificada como 17ª vítima no Costa Concordia
28 de janeiro de 2012 10h08 atualizado às 18h18

Corpo de uma mulher foi encontrado em cabine submersa, segundo Defesa Civil. Foto: Reuters Corpo de uma mulher foi encontrado em cabine submersa, segundo Defesa Civil
Foto: Reuters
As equipes de resgate que trabalham no Costa Concordia informaram neste sábado que encontraram o 17° corpo no navio naufragado na Itália. A peruana Erika Soria Molina, 25 anos, foi encontrada no sexto andar do transatlântico.
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Dados da Defesa Civil italiana ainda contabilizam 16 desaparecidos e dois corpos sem identificação. Os pais de Erika, Saturnino e Benedicta, e os dois irmãos que estão na ilha de Giglio há dias, foram acompanhados ao hospital de Grosseto para onde foi transferido o corpo da jovem.
Os mergulhadores que encontraram nesta manhã o corpo na parte submersa do sexto andar relataram se tratar de uma jovem mulher, vestida com camisa e calça escura e sem colete salva-vidas.
"Pelo que fomos informados, a mulher que foi achada nesta manhã seria uma tripulante, pois estava com uniforme de serviço".
Peruanos que trabalham com Erika e conseguiram se salvar, contaram que a jovem formada em Turismo, foi vista pela última vez às 22h (horário local) do dia do acidente.
Algumas versões indicavam que a peruana usava colete salva-vidas e após ajudar passageiros conseguiu entrar em um dos botes, mas caiu pelo excesso de pessoas na pequena embarcação.
Os mergulhadores continuaram suas tarefas neste sábado apesar de o mar estar bastante agitado. O trabalho de retirar o combustível dos tanques do navio foi adiado. As equipes deveriam começar a perfurar os dois tanques restantes neste sábado, mas as condições climáticas e o mar agitado fizeram os responsáveis transferir a operação para domingo.
Naufrágio do Costa Concordia
O cruzeiro Costa Concordia naufragou na sexta-feira, dia 13 de janeiro, após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até terça, dia 24, 16 mortes haviam sido confirmadas. Ainda há desaparecidos, e prosseguem os trabalhos de busca. O Itamaraty informou que 57 brasileiros estavam a bordo do navio, mas nenhum deles está entre as pessoas não encontradas.
O navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando houve a colisão. Houve pânico e reclamações de despreparo da tripulação. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele disse que estava no comando, mas um áudio divulgado para a imprensa, em que há uma discussão entre ele e a Guarda Costeira, indica que o capitão já estava na costa no momento do resgate.

Notícias » Mundo » Mundo Barco com imigrantes naufraga na Líbia e mata ao menos 15

Quinze imigrantes somalis morreram e outros 40 passageiros estão desaparecidos após o naufrágio nesta semana de um navio perto da cidade líbia de Misrata (no oeste do país), anunciou neste sábado o embaixador da Somália em Trípoli, Abdelghami Wais.
"Quinze corpos foram encontrados na costa de Misrata, entre os quais o de uma criança e os de doze mulheres. Os outros foram considerados desaparecidos", declarou Wais em sua volta de Misrata, onde as vítimas, encontradas na quarta, foram enterradas. Segundo o embaixador, o navio transportava 55 pessoas, todas elas imigrantes clandestinos que tentavam chegar à Europa.
Na terça-feira, o ministro líbio do Interior, Fawzi Abdelali, indicou que seu país enfrenta "enormes problemas" devido à afluência de milhares de imigrantes clandestinos. "A Líbia precisa de muitos recursos para controlar (a imigração). A Líbia não será a guarda fronteiriça da Europa. Mesmo que ela quisesse, não poderia", havia dito o ministro.
No início de dezembro, as autoridades líbias anunciaram a interceptação de um barco transportando mais de 400 imigrantes africanos que iam para a Itália. Muitos africanos se arriscam em embarcações precárias para tentar a perigosa travessia a partir da costa líbia por Malta ou pela ilha italiana de Lampedusa, ao longo da Sicília. Centenas morrem todos os anos.

polícia britânia prende 5 envolvidos com escutas inlegais

Escritórios do grupo  News Internationals , em Londres; quatro homens foram presos por sua relação com os supostos subornos realizados por jornalistas .... Foto: AP Escritórios do grupo News Internationals, em Londres; quatro homens foram presos por sua relação com os supostos subornos realizados por jornalistas a agentes no caso das escutas ilegais do jornal The News of the World
Foto: AP
Cinco homens, entre eles um policial, foram presos neste sábado por sua relação com os supostos subornos realizados por jornalistas a agentes no caso das escutas ilegais do jornal The News of the World, informou a Scotland Yard.
A Polícia Metropolitana de Londres disse que os detidos, homens com idades entre 29 e 56 anos, foram presos entre 4h e 6h no horário de Brasília, em diferentes locais em Londres e Essex, suspeitos de pagar supostos subornos a jornalistas e policiais no escândalo.
O agente, lotado no departamento de vigilância territorial da Polícia Metropolitana, foi detido em serviço em uma Delegacia no centro de Londres, sob a suspeita de "corrupção, má conduta no exercício da profissão em uma repartição pública e conspiração com relação aos dois delitos". Dois dos outros homens foram detidos no condado de Essex e o quarto em uma localidade do norte de Londres. Em dezembro, uma agente de 52 anos foi presa e depois colocada em liberdade após o pagamento de fiança.
Os demais detidos são os ex-diretores do The Sun Fergus Shanahan e Graham Dudman, o atual diretor da seção de fatos, Mike Sullivan, e o chefe de informação Chris Pharo, conforme a rede britânica BBC. Esses indivíduos estão agora sendo interrogados como suspeitos de "corrupção, ajudar e instigar a má conduta em uma repartição pública e conspiração". O porta-voz da Scotland Yard explicou que esta operação está relacionada com pagamentos suspeitos feitos a policiais.
As novas detenções acontecem dentro da chamada Operação Elveden, que investiga possíveis subornos a agentes e se desenvolve de forma paralela à pesquisa policial sobre a espionagem jornalística da publicação britânica fechada em julho.
O juiz britânico Brian Leveson investiga atualmente a ética jornalística com relação às escutas ilegais que foram feitas durante anos pelo jornal The News of the World, propriedade do magnata Rupert Murdoch, que interceptou telefones de ricos e famosos para obter informações exclusivas.
Em 2006 se tornou pública a espionagem jornalística, mas a investigação foi depois fechada pela polícia, que retomou o caso em janeiro. O escândalo foi agravado com a revelação de que foram feitas escutas em telefones de familiares de vítimas de crimes, terrorismo e soldados mortos em combate.

morre ao menos 19 pessoas na em diferentes ataques na Siría


 
 

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 Morrem ao menos 19 pessoas em diferentes ataques na Síria
28 de janeiro de 2012 11h23 atualizado às 12h20


 
Pelo menos 12 civis e sete soldados morreram neste sábado na Síria, em diferentes ataques que os opositores atribuem às forças leais ao regime e as autoridades sírias a "grupos terroristas".
O grupo opositor Comitês de Coordenação Local (CCL) informou em comunicado a morte de oito civis em Homs, dois em localidades dos arredores de Damasco, um em Deraa e outro em Deir ez Zor.
Já a agência oficial de notícias Sana disse que sete soldados, entre eles um oficial, morreram em um ataque de "um grupo terrorista armado", que o regime de Bashar al-Assad acusa de estar por trás da revolta.
Quanto às vítimas civis, os CCL explicaram que em Homs, um dos principais redutos da oposição a Bashar al Assad, a maior parte das mortes aconteceu por causa de disparos das forças de segurança.
A localidade de Rastan, na província de mesmo nome, foi palco de violentos enfrentamentos entre o Exército e soldados desertores nos quais foram destruídos vários veículos e postos de controle militares.
Os CCL informaram, além disso, que o número de corpos encontrados em uma fazenda chega a 30, por causa de um massacre realizado pelo regime no dia 23 de janeiro.
O morto de Deraa é um dos principais ativistas da cidade, que segundo os CCL teria sido vítima de uma emboscada das forças de segurança. Já em Deir ez Zor aconteceu a explosão de um gasoduto, que segundo a agência "Sana" foi atacado por um "grupo terrorista" e de acordo com os CCL foi alcançado pelo bombardeio do regime.
Este novo dia de violência coincide com a decisão da Liga Árabe de suspender o trabalho de sua missão de observadores pela deterioração da segurança no país.

Notícias » Mundo » Mundo Liga Árabe suspende trabalho de observadores na Síria


 
 

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 Liga Árabe suspende trabalho de observadores na Síria
28 de janeiro de 2012 11h31 atualizado às 17h33

A missão de observação da Liga Árabe na Síria foi suspensa neste sábado devido ao aumento da violência no país, que deixou nos últimos quatro dias um total de 210 mortos. O anúncio da suspensão da missão da Liga Árabe ocorreu em um momento em que representantes da oposição se dispunham a viajar a Nova York para pedir ao Conselho de Segurança da ONU proteção aos civis.
As autoridades sírias disseram lamentar essa decisão, julgando que tendia a "aumentar as pressões para uma intervenção estrangeira nos assuntos sírios", segundo a agência oficial Sana.
O chefe da missão de observação da Liga Árabe na Síria, o general sudanês Mohammed Ahmed Mustapha al-Dabi, havia declarado na sexta-feira que a violência tinha aumentado muito depois de terça-feira, particularmente em Homs e em Hama (centro) e em Idleb (noroeste).
Desde terça-feira, a violência deixou pelo menos 193 mortos, dos quais 137 civis, segundo dados da AFP obtidos a partir de informações oficiais e da organização opositora Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Os 165 observadores da Liga Árabe foram mobilizados em 26 dezembro com o consentimento de Damasco para que acompanhassem a aplicação de um plano de resolução da crise prevendo o fim da violência, a libertação dos detidos, a retirada de blindados das cidades e a livre circulação da imprensa estrangeira antes da abertura de negociações. Nenhuma dessas cláusulas foi implementada pela Síria.
O ministro do Interior sírio afirmou neste sábado que o regime está determinado a restabelecer a segurança e "limpar os delinquentes do país", quando a Síria já leva 10 meses submersa na violência por uma revolta sem precedentes contra as autoridades de Damasco. "As forças de segurança estão determinadas a continuar para restabelecer a ordem e a segurança e limpar os delinquentes do território", disse Mohammad Ibrahim al Shaar, citado pela agência oficial Sana.
Neste sábado de manhã, sete soldados morreram em Damasco, entre eles um oficial, durante um ataque a um ônibus do Exército por um "grupo terrorista armado", segundo a agência. No centro do país, os confrontos entre o Exército e desertores deixaram oito mortos, declarou o chefe do OSDH, Rami Abdel Rahmane.
Na sexta-feira a violência deixou 56 vítimas fatais, incluindo 44 civis que foram mortos pelas forças de ordem em diversos pontos do país e 12 membros da segurança que morreram em dois atentados diferentes, segundo Rahmane.
Também na sexta-feira, ao fim de dez meses de revolta com milhares de mortos, segundo a ONU - incluindo pelo menos 384 crianças, segundo o Unicef -, França, Reino Unido, Alemanha e vários países árabes apresentaram ao Conselho de Segurança um projeto de resolução que recupera as linhas principais do plano anunciado há uma semana pela Liga Árabe.
Este plano prevê uma transferência do poder do presidente Bashar Al-Assad para seu vice-presidente e que o governo sírio "ponha fim imediatamente a todos os ataques e violações dos direitos humanos" contra sua população civil. Mas a Rússia se opõe a este texto, pois considera que não é uma base de acordo.
Na segunda-feira está prevista uma reunião de especialistas para indicar os pontos de desacordo antes de negociações de fundo previstas para quarta-feira. Enquanto isso, autoridades da Liga Árabe lideradas por seu secretário-geral, Nabil al-Arabi, devem expor os detalhes do plano árabe no Conselho de Segurança.
Neste contexto, o Conselho Nacional Sírio (CNS), integrado pela maioria das correntes da oposição síria, "decidiu viajar amanhã (domingo) para apresentar o caso sírio ao Conselho de Segurança, sob a direção de Bourhan Ghalioun (...) e exigir uma proteção internacional para os civis sírios", declarou Samir Neshar, membro do comitê executivo.
Para apoiar esta reivindicação, Neshar pediu que sejam organizadas manifestações no domingo diante das embaixadas sírias e russas em todo o mundo, assim como diante de representações da ONU.
A situação na Síria estava no programa de uma reunião este sábado em Istambul, com representantes dos países árabes do Golfo e da Turquia, país que condenou a repressão às manifestações.

Corpos de 17 prisioneiros são encontrados em cidade síria


 
 

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 Corpos de 17 prisioneiros são encontrados em cidade síria
28 de janeiro de 2012 12h18


 
Corpos de 17 homens detidos pelas forças do presidente sírio Bashar al-Assad durante um ataque esta semana na cidade de Hama foram encontrados jogados nas ruas depois de terem sidos baleados na cabeça, disseram ativistas neste sábado.
Os assassinatos relatados marcam uma escalada em uma operação militar de cinco meses em Hama, localizada a 240 km ao norte de Damasco, onde os rebeldes armados estão agora apoiando os manifestantes depois que tanques invadiram a cidade mulçumana em agosto.
"A maioria foi morta com uma bala na cabeça. As correntes de ferro em que foram amarrados foram deixadas em suas pernas como uma mensagem para o povo a parar de resistir", Abu al-Walid, um ativista na cidade, disse à Reuters por telefone.
Outro ativista disse que os corpos tiveram suas mãos amarradas por fios de plástico e alguns tiveram as pernas acorrentadas. Eles foram jogados nas ruas de cinco bairros de Hama, na noite de quinta-feira.
"Eles são de várias idades. Um estava em seus 60 anos, outro tinha por volta de 40 anos e outros com cerca de 20 anos", disse ele, acrescentando que apenas três haviam sido identificados, e era desertor da polícia. "Eles (as forças de Assad) parecem ter deixado os corpos de pessoas de um bairro em outro completamente diferente, o que torna difícil saber quem são", disse ele.
Não houve comentário por parte das autoridades sírias, que restringem o acesso da mídia independente do país.

Guerrilheira das Farc é condenada a 50 anos de prisão

Sandra Patrícia Velásquez, capturada em novembro em um acampamento das Forças Armadas da Colômbia (Farc), foi condenada neste sábado a 50 anos de prisão pela execução de quatro reféns.
A condenação foi proferida pelo juiz penal da cidade de Florência, capital do Departamento de Caquetá, no sul da Colômbia, em uma audiência pública assistida pelos familiares dos quatro reféns assassinados no dia 26 de novembro de 2011.
Sandra, chamada na guerrilha de Rosalba, foi condenada pelos delitos de sequestro extorsivo agravado, homicídio de pessoa protegida e revolta. Na Colômbia, a pena máxima que pode ser imposta é de 60 anos.
A guerrilheira foi a única capturada no acampamento das Farc, localizado em uma selva do Caquetá, onde eram mantidos como reféns cinco policiais e militares.
Os guerrilheiros haviam acabado de executar quatro reféns quando perceberam a proximidade do Exército, que encontrou os cadáveres ao entrar no acampamento. Os demais guerrilheiros conseguiram escapar. O quinto refém foi resgatado posteriormente pelo Exército.
Segundo a guerrilheira, ela não participou da execução dos reféns, mas a ordem já estava dada.
As FARC, com 47 anos de sangrenta luta armada contra o Estado, mantém como reféns ao menos onze pessoas que estão no cativeiro há 12 ou 13 anos. No dia 27 de dezembro o grupo guerrilheiro anunciou que irá libertar, "como um ato de paz", seis deles, mas não precisou uma data.

Brasil oferece ajuda contra miséria no Fórum Social Temático


Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou que questão é social e econômica. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou que questão é social e econômica
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


 
O Governo brasileiro ofereceu ao Fórum Social Mundial sua cooperação nos planos de redução da miséria, área na qual tem uma vasta experiência reconhecida até mesmo pela Organização das Nações Unidas, declarou neste sábado a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. "A novidade que o Brasil tem para oferecer abrange do ponto de vista econômico até o ambiental", disse a ministra à Agência Efe. Ela acrescentou que a superação da miséria deve acontecer mediante inclusão real e cuidado com o ecossistema em regiões sensíveis. Campello é uma das sete autoridades do Governo brasileiro que participaram durante esta semana do Fórum Social Temático em Porto Alegre, no qual discursou na quinta-feira a presidente Dilma Rousseff.
No Fórum, a ministra fez contatos com diversas redes de movimentos sociais para tratar de planos de cooperação na luta contra a fome e a miséria, em um molde similar aos já desenvolvidos com diversos países da América Latina e África. Segundo ela, os planos aplicados no país desde 2003 visam incluir os pobres primeiro, para depois poder crescer de forma sustentável.
"Contamos com a classe média, mas também queremos contar com os pobres e com os extremamente pobres", disse Campello. De acordo com dados oficiais, na última década foram tirados da pobreza 28 milhões de pessoas e outros 40 milhões chegaram à classe média no país.
As bases fundamentais desses programas são a revalorização do salário mínimo, uma oferta de crédito e microcrédito forte, maior apoio à agricultura familiar, transferência de renda e promoção de cooperativas, tanto no campo como na cidade, afirmou. No caso do campo, onde se situa a maior parte dos pobres e extremamente pobres do país, esses apoios se somam a créditos para a compra de maquinarios, ofertas de sementes e ampliação de um programa governamental de aquisição de alimentos.
Campello afirmou que sob estes programas sociais estão atualmente cerca de 50 milhões de pessoas, mas admitiu que há outros 16 milhões que ainda vivem na extrema pobreza, com renda menor a US$ 1,25 por dia. Os planos futuros para essa população que ainda vive na miséria abrangem serviços de saúde e educação em áreas onde ainda não chegaram os serviços do Estado. Outro ângulo dessa ação é ampliar a rede de ensino, com escolas em dois turnos.
"É uma questão de solidariedade humana, mas também é parte de uma estratégia de crescimento (econômico)", resumiu a ministra

Pentágono quer bomba mais poderosa contra o Irã, diz jornal

O Pentágono concluiu que a maior bomba convencional à disposição do Exército americano ainda não é capaz de destruir as fortificações subterrâneas do Irã e requisitou secretamente mais recursos para incrementá-las, informa neste sábado o jornal americano The Wall Street Journal citando autoridades informadas sobre o plano.
A bomba de 13,5 toneladas MOP (Massive Ordnance Penetratro, em inglês) é atualmente o artefato convencional mais avançado dos Estados Unidos e foi desenhado para destruir as mais fortificadas instalações nucleares da Coreia do Norte e do Irã. No entanto, segundo o WSJ, testes apontam que ela não é capaz de destruir completamente algumas instalações iranianas, seja por causa da profundidade destas ou pelo fato de o Irã ter incrementado a proteção.
Em decorrência desta insuficiência, o Pentágono teria solicitado secretamente US$ 82 milhões adicionais para tornar a bomba MOP mais eficiente - US$ 330 milhões já foram gastos para desenvolver 20 destas bombas, segundo o jornal americano. A solicitação faz parte de um plano de contingência para um possível ataque ao programa nuclear iraniano, disseram ao WSJ autoridades americanas.
Em entrevista publicada na quinta-feira pelo mesmo jornal, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, reconheceu que a bomba é insuficiente contra bunkers iranianos instalados em grandes profundidades, mas afirmou que as atuais já seriam suficientes para provocar "grandes danos" e que o artefato ainda está sendo desenvolvido para conseguir destruir qualquer instalação nuclear do país oriental. "Eu estou confiante, francamente, que nós teremos esta capacidade e teremos em breve", disse Panetta.
De acordo com a agência de notícias BNO News, uma instalação nuclear iraniana visada pelos EUA está encravada a 61 m de profundidade em uma montanha na região de Fordow. Atualmente, a bomba MOP já tem a capacidade de penetrar esta distância antes de explodir, mas fatores como a densidade do solo e tipos de rocha e pedra no caminho podem diminuir a efetividade do artefato. Segundo a agência, alguns especialistas acreditam que apenas uma bomba nuclear seria capaz de destruir instalações como esta.
Em declarações recentes, o presidente americano, Barack Obama, expressou que acredita que sanções internacionais sejam capazes de frear o programa nuclear iraniano. No entanto, Obama já solicitou opções militares ao Pentágono, segundo o WSJ.

Funcionários da Catalunha protestam contra cortes do governo

Os funcionários da Catalunha (nordeste da Espanha) se manifestaram neste sábado contra os cortes orçamentários decididos pelo governo autônomo, a Generalitat, alguns dos quais põem em perigo a segurança da região, segundo sindicatos. Funcionários da administração regional, muitos deles dos serviços de segurança, a polícia autônoma, guardas penitenciários, bombeiros e agentes rurais percorreram as ruas centrais de Barcelona.
No dia 18 de dezembro, houve outra manifestação similar, que reuniu quase 20 mil pessoas, de acordo com os sindicatos, e mais de 11 mil, segundo a polícia. Fontes sindicais consultadas disseram que podem ter superado essa cifra, mas não deram uma estimativa precisa da participação esperada.
A maioria das 17 Comunidades Autônomas espanholas, fortemente endividadas, empreenderam vastos planos de rigor para sanear suas finanças. A Catalunha, por exemplo, cortou 10% (1 bilhão de euros) de seu orçamento para saúde, enquanto que as regiões de Madri e Valência implantaram cortes na educação, o que provocou protestos sociais.
O governo central, dirigido desde dezembro pelo conservador Mariano Rajoy, também colocou em prática a austeridade e decidiu não repor as vagas abertas pela saída de funcionários na maioria dos serviços públicos e repôs apenas um em cada dez na saúde e na educação. Até o momento, o governo anunciou cortes de 8,9 bilhões de euros e aumento de 6,3 bilhões nos impostos.
Os sindicatos argumentam que os cortes "não servem para criar emprego nem reativar a economia e pioram a qualidade dos serviços públicos".

Cuba inicia conferência inédita para reformar economia

Mais de 800 delegados do Partido Comunista de Cuba (PCC) iniciaram neste sábado uma inédita conferência de dois dias em busca de deixar para trás os "dogmas e critérios obsoletos" que freiam as reformas econômicas do presidente Raúl Castro.
Liderada por Raúl Castro, primeiro secretário do PCC, "deu início esta manhã (de sábado) a Primeira Conferência Nacional da organização", disse o site oficial Cubadebate, que indicou que "as palavras de abertura foram pronunciadas pelo companheiro José Ramón Machado Ventura", segundo secretário do Partido.
Completou que "posteriormente, os delegados começaram a realizar sessões em quatro comissões, nas quais se analisam os temas contidos no projeto de documento base da conferência", que se desenvolve no Palácio das Convenções de Havana, onde também se reúne duas vezes ao ano o Parlamento cubano.
As comissões são de "métodos e estilo de trabalho (...); o trabalho político e ideológico; a política de quadros e, finalmente, as relações da organização partidária com a UJC (União de Jovens Comunistas) e as organizações de massas", disse o Cubadebate.
A polícia bloqueou desde o amanhecer as ruas de acesso ao palácio por conta da conferência, na qual não foi permitida a entrada da imprensa estrangeira.
Nesta primeira conferência ou congresso extraordinário, que será concluída neste domingo, os 811 delegados têm a complexa tarefa de renovar o partido único que há meio século governa a ilha.
O conclave tem o "propósito essencial" de "acelerar o desenvolvimento da sociedade e afiançar as Diretrizes Econômicas e Sociais aprovadas no Sexto Congresso (do PCC, em abril de 2011), a partir do conceito de que não há ideologia sem economia", disse neste sábado o jornal oficial Granma.
A conferência é a primeira que o PCC tem desde que foi fundado em 1965 por Fidel Castro, que entregou o comando em 2006 a seu irmão, por problemas de saúde.
Raúl Castro afirmou que "a primeira coisa que estamos obrigados a modificar na vida partidária é a mentalidade que, como barreira psicológica, é a que mais nos dá trabalho, por estar atada a dogmas e critérios obsoletos", segundo o Granma.

Notícias » Mundo » Mundo França: extrema-direita modera discurso e cresce nas pesquisas


 
 

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 França: extrema-direita modera discurso e cresce nas pesquisas
28 de janeiro de 2012 14h01

Com uma criança no colo, a candidata da Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, faz campanha em  Bordeaux. Foto: AFP Com uma criança no colo, a candidata da Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, faz campanha em Bordeaux
Foto: AFP
Lúcia Müzell
Direto de Paris
A constatação parece paradoxal: na França, país que se orgulha de ser berço dos Direitos Humanos, quase um terço da população concorda com as ideias defendidas pelo principal partido de extrema-direita, a Frente Nacional. A FN tem como principais bandeiras a luta contra a imigração, em especial a muçulmana, a repressão da violência e o fim do euro.
Os resultados foram apontados por uma pesquisa realizada pelo instituto TNS Sofres: a apenas três meses das eleições presidenciais, 31% dos franceses se dizem "de acordo com as idéias do FN", contra 21% há um ano. Ao mesmo tempo, o índice de pessoas que afirmam ser "totalmente contrárias" aos argumentos do partido extremistas caiu pela metade, de 70%, em 1999, para 35% nesta última pesquisa.
Por trás da maior aceitação da sigla - que culpa o desemprego e a violência na França à presença de estrangeiros no país -, está um fenômeno que atende pelo nome de Marine Le Pen. Ao contrário do pai, o fundador da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, Marine transformou as mesmas ideias tradicionais do partido em um discurso aceitável aos olhos dos franceses, ao abolir palavras racistas e agressivas contra as minorias. O antissemitismo também foi riscado da nova oratória populista lepenista, na voz da sorridente filha loira de olhos azuis.
Até que ponto essa maior adesão significa que uma parcela significativa de franceses é, no fundo, xenófoba e ultraconservadora, é uma questão difícil de responder: ao mesmo tempo em que se reconhece cada vez mais nas palavras dos extremistas - o que culminou na ascensão de Le Pen, o pai, ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2002 -, a França também não permite que a FN ultrapasse os 20% de votos. Há anos, este eleitorado fiel permanece o mesmo, formado principalmente por trabalhadores rurais e operários.
Por essa razão, na histórica votação decidida contra o ex-presidente Jacques Chirac, o líder da extrema-direita perdeu com praticamente os mesmos 17% das cédulas que havia conquistado no primeiro turno, contra 82% para o conservador moderado. Chirac recolheu os votos da direita e da esquerda, na época incapaz de chegar a um consenso sobre a candidatura do socialista Lionel Jospin.
"Marine Le Pen marca o fim da geração abertamente racista, a geração do pai dela. Marine retirou o lado diabólico do partido", afirma Valérie Igounet, especialista em negacionismo (negação do Holocausto) na França. "Mas ainda assim, é preciso deixar claro que a adesão a essas ideias permanece restrita a um grupo, a um partido, e não é a tradição francesa. Nós continuamos sendo a França dos Direitos Humanos", disse a pesquisadora. Ela considera que o contexto atual, de crise econômica e campanha eleitoral, é responsável pela abordagem seguidamente próxima dos argumentos extremistas por parte de setores do governo do atual presidente, Nicolas Sarkozy, em busca da reeleição. Mas avalia que estes momentos fazem parte da estratégia da direita clássica francesa para obter votos dos eleitores que se situam não tão à direita quanto a Frente Nacional, porém julgam o governo Sarkozy pouco rígido nas questões de imigração e criminalidade.
Frances não gosta que imigrante tenha os mesmos direitos "A própria existência da Frente Nacional é fruto da democracia francesa e é uma das heranças da Revolução Francesa, que abriu espaço para o pluripartidarismo democrático", comenta Ariane Chebel d'Appollonia, pesquisadora sobre xenofobia, racismo e extrema-direita na Europa no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po). A especialista explica que o apego nacionalista de fato encontra eco na sociedade francesa, mas para uns, ele se traduz em um orgulho do nacional com a tolerância e a valorização do outro, enquanto para uma parcela menor esse sentimento "degenera" para a rejeição do estrangeiro.
"Isso dito, a França nunca resolveu bem essa sua dicotomia, sobre os limites de aceitar o outro. No fundo, a questão da xenofobia francesa concerne o nacionalismo de direitos, ou seja, o francês gosta de ser privilegiado em seus direitos enquanto tal, em relação a um estrangeiro", avalia a autora de obras como A Extrema-Direita na França - De Maurras a Le Pen. A proposta socialista de direito a voto para os imigrantes, por exemplo, jamais foi aprovada na França, enquanto o acesso irrestrito à assistência social pelos estrangeiros é alvo constante de ataques pela Frente Nacional.
Sobre as chances de um abril 2002 se repetir 10 anos depois, nas próximas eleições, as duas pesquisadoras concordam que essa possibilidade existe, mas ressaltam que o mais importante é o fato de que a o partido não ganharia uma eleição na França. Na visão de d'Appollonia, a FN vence a batalha da propagação das ideias, mas perde no campo mais importante, a briga eleitoral. "O problema, a meu ver, é a banalização dos assuntos caros à extrema-direita, como a imigração, a rejeição dos muçulmanos, o resgate da identidade nacional francesa e o apego por resultados contra a criminalidade. Em busca de votos, a direita tradicional acabou adotando estes temas e isso é triste para o país."
O primeiro turno das eleições acontece em 22 de abril e o segundo, em 6 de maio. Nas pesquisas de intenções de votos, Marine Le Pen oscila entre 15 e 20%, enquanto o socialista François Hollande lidera com cerca de 27%. Sarkozy, na briga por um segundo mandato, conta com a preferência de em média 23% dos eleitores.

Notícias » Mundo » Mundo Merkel apoiará campanha presidencial de Sarkozy na França

Sarkozy (dir.) e Merkel demonstraram afinidade no discurso econômico para solucionar a crise europeia. Foto: AFP Sarkozy (dir.) e Merkel demonstraram afinidade no discurso econômico para solucionar a crise europeia
Foto: AFP

A chanceler alemã, Angela Merkel, participará de reuniões eleitorais do presidente francês Nicolas Sarkozy na França, segundo um trecho do discurso que o secretário-geral da CDU, o partido de Merkel, deve pronunciar neste sábado à tarde em Paris.
"Angela Merkel apoiará Nicolas Sarkozy durante encontros de campanha na primavera (no Hemisfério Norte)", segundo o discurso que Hermann Grohe deve pronunciar diante do Conselho Nacional da UMP (o partido de Sarkozy) e do qual a AFP obreve trechos.
O CDU, o partido democrata-cristão de Merkel, está convencido de que Sarkozy é "a pessoa que convém ao Eliseu (palácio presidencial francês) e que o será no futuro", segundo o discurso.
Sarkozy, que ainda não anunciou oficialmente sua candidatura, fará um discurso no domingo diante de seis emissoras de televisão francesas, para falar de economia e divulgar medidas frente à crise.
O apoio de Merkel e de seu partido a Sarkozy não é uma surpresa. No Parlamento europeu, os deputados da UMP participam junto dos da CDU no grupo do Partido Popular Europeu (PE), que reúne os partidos democrata-cristãos, conservadores e de centro-direita. Em 2009, Sarkozy apoiou Merkel para sua reeleição na Alemanha.

UE deseja reforçar controle da Grécia, mas sem tirar sua soberania (portavoz)


 
 

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 UE deseja reforçar controle da Grécia, mas sem tirar sua soberania (portavoz)
28 de janeiro de 2012 14h26

BRUXELAS, 28 Jan 2012 (AFP) -A Comissão Europeia reconheceu neste sábado que deseja "reforçar" o controle sobre as finanças públicas gregas, ampliando sua "capacidade de atuação" em Atenas, mas afirmou que a Grécia permanecerá soberana. "A Comissão está comprometida em reforçar sua capacidade de controle e atualmente já está aumentando sua capacidade no terreno", disse o porta-voz de Assuntos Econômicos, Amadeu Altafaj, depois do pedido da Alemanha para que a UE tomasse o controle do orçamento grego.
Segundo o porta-voz, as decisões cruciais "continuarão sendo de completa responsabilidade do governo grego".
"O governo de Atenas é responsável por seus cidadãos e instituições", disse o porta-voz, afirmando que "essa responsabilidade e da Grécia e continuará sendo".
O executivo europeu se manifestou após informações reveladas por fontes europeias em Frankfurt, confirmadas posteriormente por fontes governamentais na Grécia, sobre a existência de uma proposta não escrita apresentada por vários países europeus, entre eles Alemanha, sobre a tutela europeia permanente do orçamento da Grécia, uma possibilidade que Atenas descarta.
fio/mcd/ahg/wm

Notícias » Mundo » Mundo Cinco imigrantes morrem na Grécia e 100 são detidos na Itália

Cinco imigrantes morreram neste sábado no oeste da Grécia no acidente de uma caminhonete que os levava para embarcarem rumo à Itália, informaram as autoridades, completando que uma embarcação com outras 100 pessoas a bordo foi detida quando navegava na costa italiana.
As mortes ocorreram quando o veículo, que viajava junto a outros 40, na maioria afegãos, saiu da estrada e virou. Outros dez ficaram feridos enquanto o motorista do veículo era procurado pela polícia. Uma centena de outros imigrantes ilegais começaram a desembarcar no sábado no porto de Katakolo, a sudoeste de Peloponeso, depois que a embarcação na qual viajavam foi interceptada pelas autoridades a cerca de 30 milhas náuticas da costa ocidental do Peloponeso.
O capitão da embarcação rejeitou seguir três patrulheiros enviados à região no sábado, depois de uma ligação de um dos passageiros advertindo sobre o risco de um naufrágio, informou a polícia portuária.

Davos: líderes pedem solução dos problemas da zona do euro

Ao menos 22 pessoas morreram em incêndio neste sábado no centro de reabilitação do distrito de San Juan de Lurigancho, na zona leste de Lima, informaram à agência EFE os bombeiros voluntários.
A tragédia ocorreu no primeiro andar do centro de reabilitação, localizado em um bairro podre de San Juan Lurigancho, depois que um dos internos botou fogo em um colchão e o fogo espalhou-se sem que ninguém conseguisse apagá-lo, disse um porta-voz da polícia à emissora RPP.
A polícia informou que as mortes ocorreram porque as portas dos salões, onde 40 internos tomavam café da manhã, estavam fechadas e eles não conseguiram abri-las.
Várias unidades de paramédicos e bombeiros se dirigiram ao local para ajudar os feridos, enquanto a polícia tenta esclarecer as causas do ocorrido. O Ministério da Saúde informou que os feridos foram levados a hospitais.
Um dos internos que disse se chamar Juan contou à RPP que conseguiu se salvar porque estava no segundo andar e pôde saltar da varanda. "Eu só via fumaça e escutava gritos", disse.
Com informações da EFE

* E-mail fechar Enviar por e-mail * Orkut * * * Notícias » Mundo » Mundo Peru: incêndio em centro de reabilitação mata 22 pessoas

Ao menos 22 pessoas morreram em incêndio neste sábado no centro de reabilitação do distrito de San Juan de Lurigancho, na zona leste de Lima, informaram à agência EFE os bombeiros voluntários.
A tragédia ocorreu no primeiro andar do centro de reabilitação, localizado em um bairro podre de San Juan Lurigancho, depois que um dos internos botou fogo em um colchão e o fogo espalhou-se sem que ninguém conseguisse apagá-lo, disse um porta-voz da polícia à emissora RPP.
A polícia informou que as mortes ocorreram porque as portas dos salões, onde 40 internos tomavam café da manhã, estavam fechadas e eles não conseguiram abri-las.
Várias unidades de paramédicos e bombeiros se dirigiram ao local para ajudar os feridos, enquanto a polícia tenta esclarecer as causas do ocorrido. O Ministério da Saúde informou que os feridos foram levados a hospitais.
Um dos internos que disse se chamar Juan contou à RPP que conseguiu se salvar porque estava no segundo andar e pôde saltar da varanda. "Eu só via fumaça e escutava gritos", disse.
Com informações da EFE

Ao menos 22 pessoas morreram em incêndio neste sábado no centro de reabilitação do distrito de San Juan de Lurigancho, na zona leste de Lima, informaram à agência EFE os bombeiros voluntários. A tragédia ocorreu no primeir

Peru: incêndio em centro de reabilitação mata 22 pessoas

Ao menos 22 pessoas morreram em incêndio neste sábado no centro de reabilitação do distrito de San Juan de Lurigancho, na zona leste de Lima, informaram à agência EFE os bombeiros voluntários.
A tragédia ocorreu no primeiro andar do centro de reabilitação, localizado em um bairro podre de San Juan Lurigancho, depois que um dos internos botou fogo em um colchão e o fogo espalhou-se sem que ninguém conseguisse apagá-lo, disse um porta-voz da polícia à emissora RPP.
A polícia informou que as mortes ocorreram porque as portas dos salões, onde 40 internos tomavam café da manhã, estavam fechadas e eles não conseguiram abri-las.
Várias unidades de paramédicos e bombeiros se dirigiram ao local para ajudar os feridos, enquanto a polícia tenta esclarecer as causas do ocorrido. O Ministério da Saúde informou que os feridos foram levados a hospitais.
Um dos internos que disse se chamar Juan contou à RPP que conseguiu se salvar porque estava no segundo andar e pôde saltar da varanda. "Eu só via fumaça e escutava gritos", disse.
Com informações da EFE

Oposição síria acusa Irã de participar de repressão à revolta


 
 

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 Oposição síria acusa Irã de participar de repressão à revolta
28 de janeiro de 2012 14h59 atualizado às 15h33

O Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne a maioria das correntes da oposição, condenou neste sábado a suposta participação do Irã na sangrenta repressão dos movimentos de protesto na Síria e pediu que Teerã pare de apoiar o regime de Damasco.
"O Conselho condena a participação do regime iraniano na morte dos sírios que pedem a liberdade e faz um chamado para que deixe de participar da repressão da revolução síria, com o objetivo de proteger as relações entre os dois povos", declarou Samir Neshar, membro do comitê executivo do CNS, em coletiva de imprensa em Istambul.
O CNS, por sua vez, lançou um chamado a protestar no domingo na frente das embaixadas russas do mundo inteiro para protestar contra a rejeição de Moscou de um projeto de resolução sobre a Síria na ONU.

Presidente do Iêmen faz pouso no R.Unido antes de ir aos EUA

O preidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, pousou na Inglaterra neste sábado vindo de Omã e a caminho dos Estados Unidos para receber tratamento médico, informaram autoridades britânicas e iemenitas. Saleh chegou neste sábado à tarde ao aeroporto de Stansted, nos arredores de Londres, informou o ministro da Defesa iemenita em seu site.
Em Londres, o porta-voz do Foreing Office confirmou que a previsão era de que a aeronave de Saleh pousasse em um aeroporto comercial britânico para abastecer antes de seguir para os EUA. "Este é um evento de rotina. Nem o presidente nem qualquer um de seus partidários deverá entrar na Inglaterra", disse o porta-voz.
Após meses de protestos sangrentos, o líder iemenita finalmente assinou um acordo de transferência de poder em novembro que efetivamente colocou fim a três décadas de regime. Ele viajou de Sanaa para Omã no último domingo com membros de sua família.
Saleh sofreu ferimentos graves após um bombardeio contra o palácio presidencial em Sanaa em junho do ano passado depois do qual recebeu tratamento na Arábia Saudita. Ele deve receber mais tratamento em um hospital de Nova York.
O embaixador americano no Iêmen, Gerald M. Feierstein, disse na terça-feira que Saleh recebeu um visto por razões puramente médicas, mas sua ausência no processo eleitoral para escolher seu sucessor era do interesse do Iêmen. "Acreditamos que o fato de ele não estar aqui ajudará a transição; acreditamos que vai ajudar a melhorar a atmosfera", disse o embaixador.
Em 21 de janeiro, o parlamento aprovou uma controversa lei garantido imunidade a Saleh, que está no poder desde 1978. Feierstein disse que a decisão de oferecer imunidade a ele foi essencial para acabar com a crise política e impedir uma guerra civil.
O Departamento de Estado americano afirmou que "Saleh ainda é o presidente do Iêmen e receberá esses privilégios e imunidades como qualquer chefe de Estado" até que seu substituto assuma como presidente nas eleições de 21 de fevereiro
s.

'Não soubemos nos vender', diz secretário de Economia do México

nquanto países emergentes como Brasil, China e Índia ocupam as manchetes dos jornais do mundo inteiro, o México, que em menos de uma semana anunciou 3 bilhões de dólares em investimentos estrangeiros, mantém-se ofuscado. "Talvez não tenhamos sabido nos vender", disse o secretário de Economia, Bruno Ferrari.
"Talvez não tenhamos sido tão hábeis como outros países, pois temos nos concentrado muito em construir o que o México é hoje", disse Ferrari à AFP. "Não queremos nos converter no país da moda, mas sim em um país de oportunidades", completou.
Em quatro dias de Fórum Econômico Mundial, que acontece na cidade suíça de Davos, o presidente Felipe Calderón, que também preside atualmente o G20, o clube que reúne as principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo, foi acompanhado por importantes anúncios de investimento no país.
O presidente executivo da Coca-Cola, Muhtar Kent, por exemplo, anunciou um investimento de US$ 1 bilhão no México este ano, como parte de um pacote de US$ 5 bilhões que serão investidos nos próximos anos.
"Este investimento é uma prova de compromisso de longo prazo com o México, onde a empresa criou de 10 mil empregos nos últimos cinco anos e prevê criar outros tantos nos próximos cinco", disse Kent, acompanhado do presidente mexicano, Felipe Calderón.
Calderón considera que anúncios como o da Coca-Cola e o que recentemente fez o fabricante de automóveis japonês Nissan - que anunciou uma investimento de US$ 2 bilhões no país - darão um grande impulso à economia mexicana e gerarão mais postos de trabalho.
"Esses investimentos demonstram o grande potencial de desenvolvimento do México, uma região com crescimento estável, baixa inflação e com trabalhadores capacitados", disse o presidente mexicano, que termina este ano seu mandato.
A Coca-Cola já criou 93 mil empregos diretos no México e mais de 800 mil indiretos, disse Kent, o que a converte em um dos principais empregadores do país. Kent destacou também o compromisso de sua empresa com o desenvolvimento sustentável em México, onde a companhia já plantou mais de 31 milhões de árvores em uma campanha de reflorestamento.

Cameron: tropas britânicas deixarão Afeganistão no fim de 2014


 
 

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 Cameron: tropas britânicas deixarão Afeganistão no fim de 2014
28 de janeiro de 2012 15h28

O premiê britânico, Hamid Karzai, cumprimenta o presidente afegão, Hamid Karzai, em Ellesborough. Foto: Reuters O premiê britânico, Hamid Karzai, cumprimenta o presidente afegão, Hamid Karzai, em Ellesborough
Foto: Reuters

O primeiro-ministro britânico David Cameron confirmou nesta sábado que estava fixando como prazo para o final 2014 a retirada das tropas de combate da Grã-Bretanha do Afeganistão.
"Nós queremos uma relação de longo prazo com o Afeganistão, muito tempo depois das nossas tropas de combate voltarem para casa, o que acontecerá no final de 2014", disse Cameron durante um encontro com o presidente afegão, Hamid Karzai, na casa de campo do primeiro-ministro, fora de Londres.
O presidente francês Nicolas Sarkozy disse na sexta-feira que as tropas da França poderiam sair do Afeganistão ao fim de 2013, e que Paris iria propor à Otan que todas as operações de combate naquele país fossem entregues no ano que vem, um ano antes dos atuais planos da aliança.
 

Liga Árabe e Rússia discutem situação da Síria

A Liga Árabe está conversando com a Rússia durante um encontro do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York para discutir a escalada da violência na Síria, disse um representante do secretário-geral da liga à Reuters.
"Existem conversas em curso e consultas entre a Liga Árabe e a Rússia a respeito da Síria", disse Ahmed Bin Hali no Cairo, neste sábado. "Ontem houve uma ligação entre o Ministro das relações exteriores, Sergei Lavrov, e o secretário-geral (da Liga Árabe) Nabil el-Araby sobre os últimos acontecimentos na situação da Síria."
O embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, disse que um esboço europeu-árabe de uma resolução que circulou no Conselho de Segurança na sexta-feira era inaceitável em algumas partes, mas que a Rússia estava pronta para se "comprometer" nisso.
"O propósito de todas as conversações da Liga Árabe é garantir suporte suficiente para o plano a respeito da Síria, que será apresentando no meio desta semana", disse Bin Hali.

Parlamento esloveno nomeia conservador como premiê

O Parlamento esloveno aprovou neste sábado a nomeação como primeiro-ministro do conservador Janez Jansa, que retorna ao poder à frente de uma coalizão de cinco partidos e apesar de sua derrota nas legislativas de dezembro.
Jansa obteve uma maioria de 51 deputados, dos 90 do Parlamento. No total, 39 votaram contra sua nomeação. Jansa dirigiu o governo deste pequeno país da ex-Iugoslávia (e membro da Zona Euro desde 2007) entre 2004 e 2008.
Jansa, 53 anos, terminou em segundo lugar nas eleições legislativas de 4 de dezembro. Mas o vencedor, o milionário Zoran Jankovic (centro-esquerda), fracassou em reunir uma maioria e sua nomeação como primeiro-ministro, proposta pelo chefe de Estado, Danilo Türk, foi rejeitada pelo Parlamento em 11 de janeiro. O novo primeiro-ministro tem agora quinze dias para apresentar seu governo, que deverá receber o aval do Parlamento.
A candidatura de Jansa foi proposta, como permite a Constituição, pelos deputados de sua formação, o Partido Democrático Esloveno (SDS), e seus quatro aliados, os liberais da Lista Cidadã de Gregor Virant, o Partido Popular SLS, Nova Eslovênia NSi (centro-direita) e o partido dos aposentados (DESUS).
Türk recusou-se a apresentar Jansa e colocou em dúvida a legitimidade de sua candidatura devido a um processo no qual o agora premiê é acusado de ter recebido suborno por conta de um contrato sobre armamento quando era chefe do governo em 2006.

Romney endurece ataques para aumentar vantagem na Flórida

O pré-candidato Mitt Romney dircursa em parada de campanha na The Fish House, em Pensacola, na Flórida
Foto: Reuters
O favorito à candidatura presidencial republicana, Mitt Romney, decidiu enfatizar suas credenciais conservadoras na campanha pelas primárias de terça-feira, na Flórida (sudeste), na tentativa de tirar vantagem do adversário mais imediato, Newt Gingrich.
Eleições presidenciais nos EUA: acompanhe as primárias do Partido Republicano
A três dias de os eleitores republicanos da Flórida se pronunciarem sobre o candidato que preferem para enfrentar Barack Obama, em novembro, Romney dirigiu duras acusações ao presidente num pronunciamento para uma multidão repleta de veteranos de guerra. Acusou-o de fraqueza em questões de política externa e militar.
"Eu acho que ele tem a visão de que a América está em declínio e que a melhor aposta para o país é apaziguar-se com os piores atores do mundo", disse Romney, tentando conquistar a parte mais conservadora do partido, à qual se mostra fria em relação à sua candidatura.
Segundo a pesquisa da Real Clear Politics, Romney lidera no Estado, com 40% das intenções de voto, contra os 31% dados a Gingrich. O ex-senador Rick Santorum e o congressista texano Ron Paul continuam na disputa, com 12% e 9%, respectivamente.
Depois de uma vitória Gingrich na Carolina do Sul, Romney vê-se obrigado a fazer uma campanha mais agressiva. Uma vitória na Flórida lançaria com força a mensagem de que Romney tem as credenciais para ser o candidato republicano à Casa Branca.
Depois da campanha nos mais diversos Estados do sul, Romney mudou seu enfoque sobre o emprego e a economia, passando a criticar a política externa e militar do governo democrata de Obama.
Ao lado do ex-candidato presidencial republicano e prisioneiro do Vietnã, o senador pelo Arizona John McCain, Romney criticou Obama mais do que seus adversários à indicação do partido. "A política externa voltada para agradar não está funcionando maravilhosamente bem", disse, citando a Coreia do Norte, o Irã, Cuba e a Venezuela.
Tentando marcar diferenças com o presidente, Romney prometeu não fazer cortes nos gastos militares: "acrescentaria 100 mil homens a nosso exército. Quero garantir a reconstrução da Marinha, da Força Aérea, com o pessoal que precisamos - no serviço ativo -, além de nos preocuparmos com a forma de tratamento dada a nossos veteranos".
Os ataques de Romney ao orçamento militar do governo ocorrem depois da proposta de Obama de cortar 100 mil efetivos das forças armadas, na esteira do anúncio do fim das guerras de mais de uma década lançadas no Iraque e no Afeganistão e em um momento em que os Estados Unidos registram uma enorme dívida pública.

As primárias republicanas de 2012
No dia 3 de janeiro, foi dada a largada para a escolha do candidato republicano que enfrentará Barack Obama nas eleições presidenciais, no dia 6 de novembro de 2012. Trata-se de um longo processo de realização de primárias nos Estados e territórios americanos, durante o qual os eleitores elegerão delegados que participarão da Convenção Nacional do Partido Republicano, nos dias 27 e 30 de agosto.
Nas primárias, os eleitores vão às urnas e, por meio de voto secreto, escolhem os delegados que representam seus interesses. Além das primárias tradicionais (realizadas na maioria dos Estados), algumas unidades optam pelas caucuses: pequenas assembleias, geralmente compostas por militantes partidários, que têm a mesma função das primárias, mas com a principal diferença de que em uma caucus o voto é público.
As primárias e as caucuses possuem uma quantidade de delegados proporcional ao tamanho da população do Estado que representam, ao passo os pré-candidatos mais votados recebem um número de delegados proporcional à quantidade de votos obtidos. Em 2012, serão 38 primárias e 17 caucuses, que, juntas, distribuirão 2.286 delegados. Será candidato aquele que, na Convenção, obtiver os votos de ao menos 1.144 delegados.

Mundo pressiona Europa para que tome medidas efetivas contra a crise


 
 

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 Mundo pressiona Europa para que tome medidas efetivas contra a crise
28 de janeiro de 2012 16h16

DAVOS, 28 Jan 2012 (AFP) -Os líderes políticos e econômicos, incluindo o FMI, pressionaram mais uma vez neste sábado em Davos a Europa para que tome medidas urgentes contra a crise da dívida e evite o contágio para o restante do mundo, enquanto preveem um futuro sombrio para a zona do euro. "Ninguém é imune à situação atual europeia", porque o mundo "nunca esteve tão interconectado", disse no Fórum Econômico Mundial a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. "Por isso, todos têm interesse em que esta crise seja resolvida adequadamente",completou.
Lagarde pediu aos líderes europeus, que na segunda-feira se reúnem em uma novamente em Bruxelas, para que eles ergam rapidamente uma clara e simples barreira para evitar o contágio, adaptem as medidas de consolidação fiscal à realidade de cada país e incentivem políticas de crescimento, porque do contrário a situação pode piorar.
Mesmo os Estados Unidos e o Japão, que têm déficits fiscais maiores que o do velho continente, também têm feito pressões pela redução das dívidas.
Do contrário, podem ser realizadas as previsões de Nouriel Roubini, o único que previu a crise financeira de 2008.
"Há 50% de probabilidade de que a Eurozona se desintegre em três ou cinco anos", disse no Fórum de Davos este professor de Economia e Negócios Internacionais da Universidade de Nova York.
Roubini disse ainda que a Grécia, que negocia atualmente uma perdão de pelo menos metade da dívida em mão dos bancos e seguros, deverá abandonar a Eurozona em um ano e poderá ser seguida por Portugal.
A crise da dívida já comprometeu também os motores econômicos europeus, Alemanha e França, sendo que este último país, segundo Roubini, deve terminar na "periferia" da zona do euro, independentemente do vencedor das eleições presidenciais da próxima primavera.
"As políticas de austeridade extrema adotadas pelos países com problemas para reduzir os abismais déficits orçamentários levarão a Eurozona para a recessão", afirma.
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Eurozona entrará em recessão em 2012, com uma contração de 0,5% no PIB.
A Espanha, um dos países mais atingidos pela crise, deve apresentar uma contração de 1,7% em 2012 e uma queda de 0,3% em 2013. Já a Itália cairá 2,2% em 2012, segundo o Fundo.
"O novo governo espanhol está tomando as medidas econômicas adequadas", disse Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI. Contudo, segundo o mesmo economista, o país não deverá cumprir sua meta de déficit de 6% do PIB este ano.
"Está claro que este governo está comprometido em tentar fazer o que for preciso e até agora os sinais têm sido positivos", disse Blanchard durante uma coletiva de imprensa, após apresentar uma redução das previsões do Fundo sobre a economia mundial.
O FMI estima que a Espanha tenha fechado 2011 com um déficit de 8%, em linha com o previsto pelo governo conservador de Mariano Rajoy pouco depois de assumir o poder.
Os países emergentes, por sua vez, em particular na Ásia, aparecem como os novos impulsionadores da economia mundial, em particular a China, que espera crescer este ano 8,2%, segundo o FMI, e Índia (7%). O Brasil, por sua vez, crescerá 4%, mais que no último ano.
af/me/wm

Tragédia no Rio: buscas continuam; 17 corpos encontrados


 
 

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 Tragédia no Rio: buscas continuam; 17 corpos encontrados
28 de janeiro de 2012 16h26

RIO DE JANEIRO, 28 Jan 2012 (AFP) -As equipes de socorro continuavam neste sábado as buscas por vítimas entre os escombros dos três edifícios que desabaram no Rio de Janeiro, onde foram encontrados 17 corpos, enquanto as autoridades inspecionarão edificações vizinhas para verificar se sofreram danos. Do total de 17 vítimas fatais, oito já foram identificadas por familiares.
As equipes de emergência, que trabalhavam originalmente com uma lista de 26 pessoas desaparecidas no acidente, fizeram uma recontagem e reduziram o número para 22, esperando encontrar os cinco corpos restantes nas próximas horas.
"Ainda trabalhamos com o número de cinco desaparecidos, mas esse número pode ser alterado. Já houve casos de pessoas que buscaram por um desaparecido, mas a pessoa apareceu", explicou Sergio Simões, secretário da Defesa Civil do estado do Rio, que na sexta-feira descartou a possibilidade de haver sobreviventes.
Um corpo foi encontrado entre os escombros no local da tragédia, o que obrigou as autoridades a fazerem neste sábado uma nova revisão do material removido para descartar que outros corpos ou partes humanas sejam encontrados.
"Não queremos que isso aconteça, mas sempre há esse risco. O resgate do corpo ocorreu em um momento crítico", explicou Simões.
As brigadas de resgate, que trabalham sem parar desde a catástrofe de quarta-feira, esperam concluir neste sábado os trabalhos de busca, focadas agora no sótão do edifício, onde já foram encontrados dois corpos e esperam encontrar o restante.
As três construções, de vinte, dez e quatro andares, desabaram quase de maneira simultânea por causas ainda não determinadas, apesar de a tese que mais ganha força ser a de um problema estrutural.
O edifício Liberdade, o mais alto e o primeiro a cair, foi construído na década de 1940 com a técnica do concreto armado, muito popular no Brasil.
Fotos divulgadas pela imprensa mostram as mudanças radicais sofridas pelo edifício nos últimos anos: janelas abertas nas laterais, que suportam a estrutura, e uma ampliação da fachada dos últimos andares.
"O problema são as modificações feitas sem acompanhamento de fiscais públicos. É necessário haver mais participação da prefeitura que hoje não é obrigada a conceder licenças para modificações internas", comentou Manoel Lapa, do Clube de Engenharia do Rio.
Segundo o síndico do edifício, todas as mudanças externas foram autorizadas pela prefeitura do Rio.
Oito dias antes do desabamento, uma reforma tinha sido iniciada no nono andar do prédio.
Técnicos da Defesa Civil do Rio começarão neste sábado uma inspeção em dois edifícios vizinhos - ainda vazios - para determinar se suas estruturas sofreram danos.
"Um dia depois do acidente, a Defesa Civil fez uma análise inicial e constatou que não houve dano nos edifícios. Nessa nova avaliação, os técnicos avaliarão se os edifícios que foram esvaziados por medidas de segurnaça poderão ser reabertos na segunda-feira", explicou Simões.
As autoridades constataram também que houve danos no histórico Teatro Municipal, localizado ao lado do Liberdade, apesar de não dar mais detalhes.
Este sábado é o segundo dos três dias de luto oficial decretado no Rio, devido a uma tragédia que gerou questionamentos sobre a antiga e obsoleta infraestrutura da cidade que se prepara para receber a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
jt/dm/lb